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Vencendo a guerra nos relacionamentos com espírito reconciliador.


Texto base: (II Reis 6:23) - E apresentou-lhes um grande banquete, e comeram e beberam; e os despediu e foram para seu senhor; e não entraram mais tropas de sírios na terra de Israel.

 

 

Introdução: Sempre dizemos que o maior campo de batalha contra o inimigo é a nossa mente, pois é ali que ele começa a minar o coração das pessoas com os mais diversos argumentos, seja de rejeição, inferioridade, avareza, superioridade, orgulho e etc., mas é também em nossa mente que vencemos todo tipo de ataque maligno em nossas emoções e sentimentos quando se esta com a mente voltada para Cristo e sua palavra. (Provérbios 18:15) - O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.

Todos nós, todos os dias somos desafiados a enfrentarmos e vencermos as guerras, mas a maior guerra ainda esta no campo dos relacionamentos. Algumas guerras perduram ainda por séculos, no caso de Israel e os países mulçumanos de origem Árabe, outras no entanto foram superadas, como a que mais causava pânico nas pessoas de uma 3ª guerra mundial, a chamada guerra fria entre USA e a RUSSIA, mas a guerra nas relações é a mais antiga e a primeira, pois esta começou nos céus, quando satanás resolveu peitar a Deus e dizer que queria ser igual a Deus.

Esta guerra afeta famílias, casamentos, sociedades, amizades, igrejas, células e tudo o mais que necessite o envolvimento das relações afetivas, fraternas ou associativa, ou seja, onde tem pessoas tem envolvimento, tem contato e tem choque.

Como igreja o nosso maior desafio neste ano de 2011 é alcançarmos o numero 1000 discípulos, e talvez você pergunte o que tem haver relacionamentos com ganhar almas? Tem tudo a ver, de tudo que li e estudei sobre avivamento, a palavra chave  é unidade, Deus nunca fez  sozinho as coisas, o AP. Ricardo escreveu um livro chamado o poder das alianças que demonstra a necessidade das pessoas estarem aliançadas para serem bem sucedidas nos desígnios de Deus.

O país de Angola vive um grande avivamento, muitas conversões, muitos milagres e curas, mas até um tempo atrás não era assim, mas tudo começou por um ato de reconciliação e pedido de perdão. Começou-se a fazer uma pesquisa (mapeamento espiritual) de porque  os angolanos rejeitavam tanto os missionários de língua portuguesa, principalmente os brasileiros e a raiz desta rejeição estava na escravidão, por durante 400 anos a escravidão durou no Brasil e a maioria dos escravos vieram da Angola.

Em um determinado dia os pastores e missionários brasileiros (um deles chamado Marcão) fizeram algo que mudou a atmosfera daquele país, os pastores começaram a lavar os pés dos angolanos pedindo perdão pelos 400 anos de escravatura enfrentada por eles, o ato de arrependimento daqueles pastores foi tão grande que suas lágrimas se misturavam as águas que eles utilizavam para lavar os pés daqueles angolanos, e neste momento os negros choravam como se estivessem sentindo dor, e aquela dor de inferioridade foi embora e a partir daquele dias começaram a viver em unidade e Angola começou a experimentar um grande avivamento. (Pr. Coty. Jocum mais de 20 anos na angola).

Em II Reis 6, mostra que acabou a guerra por causa de um homem com espírito reconciliador. É com espírito reconciliador que conseguiremos alcançar vitórias, é por causa de homens como Eliseu, Marcão guerras tem acabado. Quem sabe na tua casa não necessita de um espírito reconciliador, no trabalho, na vizinhança?

Os efeitos de um espírito reconciliador.

  1. Conhece os planos do inimigo (revelação) v.12: (Ofensa = isca) quem sente-se ofendido geralmente cai nas ciladas do inimigo, mas se agimos com um espírito reconciliador temos discernimento da situação, compreendendo quem de fato é nosso inimigo e como ele esta agindo e onde esta agindo e desta forma conseguimos identificá-lo e vence-lo.
  2. Salvar e livrar pessoas do perigo v.10: Quando você tem um espírito reconciliador você pode mudar o destino de uma geração.
  3. Você pode se colocar na brecha como intercessor v.13: O intercessor nunca é a caça mas o caçador, por mais vulnerável que esteja.
  4. Abre os olhos dos servos v.16,17: Os argumentos do maligno começam a ser quebrados, quebra o medo do maligno, cria um ambiente de revelação espiritual, se tem a convicção da proteção de Deus, olhos abertos para o  mundo espiritual (revelação de Deus).
  5. Você vai cegar os ofensores v. 18: Temos que aprender a lidar com o espírito contrário. Ex. se estamos lidando com um avarento lhe de uma oferta, se com pessoas com o coração de guerra use a misericórdia com ela. Paralise a ação de guerra.
  6. Conduz a situação ao ponto central v.19,20: Deus do discernimento indo a raiz dos problemas, problemas tem raízes, pessoas tem raízes e tem que se cortar na raiz, é ser radical, ir ao ponto certo, ter que voltar a nossa semeadura, lugar que jamais queríamos voltar.
  7. Todo reconciliador é um libertador v. 22: Libertar é mais que perdoar e ensinar os outros agirem desta forma. A luta não é contra a carne ou sangue. Temos que ter compaixão em nosso coração. Temos que ter um coração preparado para sermos rasgados, deixados e traídos. A diferença é como agimos. Temos que trabalhar com a visão de corpo. Preparar uma mesa no seu coração  para seus inimigos é unção.
  8. Resolve permanentemente v. 23: muda as pessoas de dentro para fora, você só pode ter acesso a paternidade se tiver um espírito reconciliador.

Conclusão: Não existe meio mais eficaz de atrair a glória de Deus que a unidade, quando Jesus ora por seus discípulos pede para que eles sejam um como ele Jesus é com o Pai (Jo. 17:11) e quando ora por todos os cristãos declara que o mundo O reconheceria quando eles vivessem em perfeita unidade. (João 17:23) - Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.

Jesus no sermão do monte faz menção  de que os que promovem a paz serão chamados filhos de Deus, ou seja, para termos essa identificação com o Pai precisamos ser promotores da paz, termos esse espírito reconciliador que Eliseu mostrou ter nos remete para um tempo de alegria, contentamento e vida abundante, sendo libertos do medo, da angustia, da desconfiança, dos sentimentos cruéis que afetam nossa alma.

Se quisermos viver um tempo de abundância da presença e gloria de Deus precisamos vencer essa guerra através de um espírito reconciliador.

 

José Carlos, pr

*alguns trechos foram extraídos da ministração pr Coty em santa Cruz do Sul na Escola de Ministério da Rede Apostólica Cristã.

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