- Paternidade Espiritual II

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Paternidade Espiritual II 

 

Como havíamos falado anteriormente sobre o modelo paterno, e o grande desejo de Deus em estabelecer este modelo em nós, não poderia deixar de falar de um modelo de excelência: Paulo, o apóstolo.

Quando observamos o ministério do apóstolo Paulo, identificamos uma tendência paterna nas suas atitudes e palavras, como se dedicava à instrução de seus “filhos espirituais”. Por muitas vezes lemos Paulo se dirigindo a eles pela expressão, meu filho, meu amado filho e outras formas carinhosas que só existe em um relacionamento paterno.

O apostolo Paulo compara o discipulado como uma gestação, em Gl 4:19 ele fala, “meus filhinhos sinto novamente as dores de parto até ver Cristo formado em vocês”, pois ainda os gálatas estavam sendo formados, eles ainda não tinham a devida compreensão do Reino, pois pareciam estar divididos, quanto àquilo que Paulo já os havia instruído; muitos de nossos discípulos ainda necessitam de um acompanhamento, de um relacionamento paterno, a ponto de muitas vezes sentirmos estas dores em nossos corações, pois você se sente responsável pela maturidade de seu discípulo, pois ali não é somente um individuo, mas é um filho espiritual que precisa ser conduzido nesta caminhada, e você precisa ajudá-lo como um recém nascido, que precisa de todo cuidado até ele se tornar alguém capaz de discernir as coisas, e lembre-se ele sempre será seu  filho, mesmo depois de adulto.

Deus tem nos chamado a uma responsabilidade paterna, e aprendemos juntamente com Paulo que isto deve fazer parte do nosso caráter, quem já não ouviu a expressão: “pastor trouxe mais uma ovelha para você cuidar”; As pessoas têm uma mentalidade distorcida quanto a sua responsabilidade dentro do Reino, não querendo assumir responsabilidades quanto a gerar e cuidar de filhos espirituais, estas pessoas estão vivendo aquém do propósito de Deus e notamos que as pessoas que agem desta forma estão sempre espiritualmente doentes, pois claro a esterilidade é resultado de algum problema de ordem patológica ou até mesmo psicologia, e isto pode se aplicar dentro do reino. Quantos de nós não identificamos pessoas que tiveram filhos mudarem seu comportamento? Tornaram-se responsáveis, atenciosos, tem o que falar, enfim muda-se o estilo de vida, em nossa comunidade pude identificar isso em uma moça, que mudou radicalmente seu comportamento após ela ter um filho, ela quase não conversava, sempre quieta em seu cantinho, hoje nos surpreendemos com a forma com que ela tem assuntos para falar e com certeza o assunto é o filho. Em nossa vida cristã ocorre o mesmo, como mudamos nosso comportamento, o estilo de vida que adquirimos é diferenciado pois  a todo instante temos que estar atentos aos nossos filhos, quando choram, quando sentem dor de barriga, quando sujam as fraldas, mas também quando começam a rir, a falar as primeiras palavras, a dar os primeiros passos, e Paulo identificava isto em cada vida, em cada igreja que ele formava, ele não media esforços, mas aplicava o seu coração a instruí-los, a ajudá-los, corrigi-los estava sempre atento, advertindo-os quanto aos maus intencionados. Paulo era um exemplo para seus filhos.

Você é chamado para ser um pai exemplar, assim como Paulo o foi, você também pode ser e gerar muitos filhos, netos e bisnetos espirituais, quantas gerações poderão ser abençoadas a partir de uma atitude sua de se tornar um pai espiritual.

 

 

José Carlos, pastor